Tal como foi combinado, eis a reflexão dos alunos sobre o seu percurso neste primeiro semestre. Algumas das opiniões podem ser polémicas, porque têm uma posição muito dura, ou porque podem causar alguma surpresa em alguns lares. Estas opiniões revelam o sentimento da maioria dos alunos e por isso não são tão surpreendentes tanto para os professores como para os alunos. É claro que alguns destes não vão gostar do que vai aparecer escrito, mas já tiveram tempo para pensar nisso. As opiniões expressas pelos alunos aparecem entre aspas e muitas delas são comuns em vários textos.
Nem todos têm a mesma opinião sobre o comportamento da turma. Uns dizem que “a turma continua na mesma, mal comportada” enquanto que outros consideram que “melhorou desde o 1º período, mas não foi o suficiente”. Os aspectos mais criticados têm a ver com os alunos que “chegam atrasados, não fazem os TPC’s, perturbam os professores, não trazem material para as aulas, tiram más notas nos testes, não trazem os recados e os testes assinados…”. Chegam a reconhecer que “se fossemos menos faladores, eu acho que ganhávamos mais com isso, tirávamos melhores notas, os professores eram mais brincalhões connosco, etc… Há alunos que não deviam ser mal educados com os professores.” Em alguns textos chegam mesmo a indicar os mais perturbadores: Ruben, João, Rafael, Anderson, Florbela “e outros”. Desde o início do ano que há conversa e brincadeira e as medidas tomadas “não adiantaram porque os alunos que puxam conversa continuam a fazê-lo e os outros continuam a ir atrás”. Para piorar, “em todas as aulas há sempre um ou mais alunos que chegam atrasados”.
Esta reflexão não serviu apenas para fazer acusações. Alguns tentam propor soluções, mas há que pense que não já não há muito a fazer. “Eu não consigo ter ideias para o melhor da turma pois já tentámos de tudo. O problema da turma tem de começar a ser tratado de casa, os pais começarem a saber o que se passa na turma”. Já não há dedos das mãos e dos pés para contar as conversas que o Director de Turma e os restantes professores tiveram com a turma. Chegou a ser feito um acordo de duas semanas mas “a turma não cumpriu com o acordo”. Por isso, outros são mais precisos e apresentam sugestões, como a aluna que ”queria que os professores fossem mais duros e rigorosos connosco” ou a outra que acha “que os professores deviam mandar mais TPC para os alunos que se portam mal”. Outra aluna sugere que “os professores deviam tentar fazer uma aula diferente para ver se os alunos se motivam mais pelas aulas”. E ainda outra afirma que o principal problema tem a ver com a planta da sala, e propõe que “se passassem a sentar-se com pessoas que não se dão, a aula corria bem”. Esta última, é a mais elucidativa: “pensar que não devemos fazer coisas estúpidas que nem as crianças do infantário fazem. Os professores não deverão dar desconto, é logo rua com falta disciplinar”.
Mas no meio de tanto aluno esclarecido, também surgem algumas opiniões estranhas. Um aluno escreve que “os professores deviam fazer um livro dos castigos”. Contudo, a frase mais enigmática é a seguinte: “acho que os alunos se deviam esforçar para não chegarem atrasados e para não apanharem faltas, porque podem correr o risco de entrar em vias de extinção”. Isso pode vir a tornar-se num problema ambiental!
E porque o ambiente não é completamente poluído e ainda há esperança, também foram referidos alguns alunos que se destacam pela sua postura correcta nas aulas: “a Ana Tomé, a Ana Sobral, o Matheus Ramos, o Márcio Cortes e a Selma Soeiro”. Esta será provavelmente uma das últimas medidas para alterar o rumo. Segue-se a reunião com os encarregados de educação.
DT
Nem todos têm a mesma opinião sobre o comportamento da turma. Uns dizem que “a turma continua na mesma, mal comportada” enquanto que outros consideram que “melhorou desde o 1º período, mas não foi o suficiente”. Os aspectos mais criticados têm a ver com os alunos que “chegam atrasados, não fazem os TPC’s, perturbam os professores, não trazem material para as aulas, tiram más notas nos testes, não trazem os recados e os testes assinados…”. Chegam a reconhecer que “se fossemos menos faladores, eu acho que ganhávamos mais com isso, tirávamos melhores notas, os professores eram mais brincalhões connosco, etc… Há alunos que não deviam ser mal educados com os professores.” Em alguns textos chegam mesmo a indicar os mais perturbadores: Ruben, João, Rafael, Anderson, Florbela “e outros”. Desde o início do ano que há conversa e brincadeira e as medidas tomadas “não adiantaram porque os alunos que puxam conversa continuam a fazê-lo e os outros continuam a ir atrás”. Para piorar, “em todas as aulas há sempre um ou mais alunos que chegam atrasados”.
Esta reflexão não serviu apenas para fazer acusações. Alguns tentam propor soluções, mas há que pense que não já não há muito a fazer. “Eu não consigo ter ideias para o melhor da turma pois já tentámos de tudo. O problema da turma tem de começar a ser tratado de casa, os pais começarem a saber o que se passa na turma”. Já não há dedos das mãos e dos pés para contar as conversas que o Director de Turma e os restantes professores tiveram com a turma. Chegou a ser feito um acordo de duas semanas mas “a turma não cumpriu com o acordo”. Por isso, outros são mais precisos e apresentam sugestões, como a aluna que ”queria que os professores fossem mais duros e rigorosos connosco” ou a outra que acha “que os professores deviam mandar mais TPC para os alunos que se portam mal”. Outra aluna sugere que “os professores deviam tentar fazer uma aula diferente para ver se os alunos se motivam mais pelas aulas”. E ainda outra afirma que o principal problema tem a ver com a planta da sala, e propõe que “se passassem a sentar-se com pessoas que não se dão, a aula corria bem”. Esta última, é a mais elucidativa: “pensar que não devemos fazer coisas estúpidas que nem as crianças do infantário fazem. Os professores não deverão dar desconto, é logo rua com falta disciplinar”.
Mas no meio de tanto aluno esclarecido, também surgem algumas opiniões estranhas. Um aluno escreve que “os professores deviam fazer um livro dos castigos”. Contudo, a frase mais enigmática é a seguinte: “acho que os alunos se deviam esforçar para não chegarem atrasados e para não apanharem faltas, porque podem correr o risco de entrar em vias de extinção”. Isso pode vir a tornar-se num problema ambiental!
E porque o ambiente não é completamente poluído e ainda há esperança, também foram referidos alguns alunos que se destacam pela sua postura correcta nas aulas: “a Ana Tomé, a Ana Sobral, o Matheus Ramos, o Márcio Cortes e a Selma Soeiro”. Esta será provavelmente uma das últimas medidas para alterar o rumo. Segue-se a reunião com os encarregados de educação.
DT
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